Como eu já havia previsto, e tinham me dito, dar andamento a essa parada de Blog não é mesmo fácil. E não é por falta de conteúdo ou experiências mas sim o mesmo motivo de todos: o danado do tempo.
Como tempo é o que me falta resolvi compartilhar o que anda me tomando tanto dele.
Um dos motivos é um novo contrato de consultoria que fechamos eu e @Fred_Castro_ O trabalho é consultoria em um ERP Web SaaS desde concepção e acompanhamento da arquitetura passando por desenvolvimento de Framework. Tem sido um trabalho muito bom pela liberdade para soluções e experimentação. Sem a pressão do ROI gritando nessa fase.
O outro motivo e matéria desse post é que estava estudando como um camelo para a prova 70-547 da Microsoft. Fiz a prova e passei.
Com essa certificação obtive o título de MCPD Web 2.0.
Essa prova estava pendurada no meu backlog havia bastante tempo e é um passo no meu sonhado skill path. Meu próximo passo é o upgrade para a versão 3.5 antes que cheguem as novas.
Resolvi compartilhar meu sentimento com relação à prova.
Primeiro uma coisa que achei chato: A Microsoft não manda mais o Welcome Kit, que continha o seu certificado impresso em um papel bonito que dava orgulho. Faz parte de uma campanha de redução do consumo de papel pró ambiente. O estranho é que se você fizer questão do certificado, pagando, aí sim eles lhe enviam.
Enfim, a prova. Tive o melhor aproveitamentos das 3 que eu fiz apesar de toda a insegurança antes de começar. Tive um rotina de estudos mal regrada e isso sempre me preocupa. Mas foi uma prova extremamente interessante.
Diferente da 70-356 e 70-528 que eu havia feito, essa foi a que teve o maior conteúdo teórico. Ela realmente tem o foco em projeto e não apenas em linguagem e programação. Te testa com relação a componentes, criação de um Framework e pasmem: todo o processo de levantamento e desenho de solução.
Como entusiasta de Agile e sendo ScrumMaster Certificado me causou espanto ler no Training Kit coisas como: visão, levantamento junto ao usuário, stories e não use cases e ainda questionamento sobre eficácia dos use cases. Achei muito interessante a visão pessoal levada nos primeiros capítulos do livro onde você é conduzido através do processo de levantamento e desenho das melhores solucões para atender o projeto. E atentem para o destaque: atender o projeto e não utilizar qualquer tecnologia ou solução por indução de A ou B.
Depois desse início excelente o treinamento te leva ao processo de desenvolvimento de um Framework visando sempre o que é melhor pra atender o projeto e pensando não numa implementação mas numa solução para uma equipe de desenvolvimento. ( função de um arquiteto, talvez?!)
Me identifiquei muito com o andamento, como arquiteto e desenvolvedor. Na parte prática passamos por componentes, soluções avançadas de segurança , ambiente e deploy, entre outros.
Um outro item que me chamou bastante atenção foi a dedicação dada à tratamento de exceções e refatoração. Teoria e prática. Mais uma boa surpresa.
Enfim, acho que foi a prova que eu mais gostei. Pude aprender muito novamente no processo de estudo e vou seguir em frente no path.
Espero não demorar tanto pra postar da próxima vez e trazer algo prático. To com alguns mistérios nas mangas que assim que tiver uma solução trago à tona.
Esses dias tenho pensado muito sobre administração da pressão. Acho ainda que a melhor maneira é a absorção da pior parte e compartilhamento com quem está envolvido/comprometido. Opção essa, contrária a tentar esconder e acabar espalhando ou cascateando( que é pior ) a pressão. Você pode fazer inimigos. E se tá ruim, diga que tá ruim. Mostrar sensibilidade e não tentar dar uma de simpático( formador de caô) é essencial pra conquistar confiança. Pensando nisso tudo me veio uma frase que repito há anos:
“Nada é melhor do que trocar uma idéia”
